Notas sobre esse vinho
Este agradável tinto nasce a partir de vinhedos localizados na nobre zona de Valpolicella Classico – aos pés das encostas nas quais são cultivadas as uvas para o Amarone. É uma área privilegiada, sob influência de suaves brisas e com uma exposição excelente – vem daí a inspiração do nome do vinho.
As variedades Corvina, Rondinella e Molinara são vinificadas separadamente e passam por estágio de quatro meses em grandes cascos de carvalho da Eslavônia chamados “botti”, sendo que 20% da Corvina maturam em barricas novas de carvalho francês. Em um estilo atraente e, ao mesmo tempo, despretensioso e fresco, o Bonacosta é um vinho rico em aromas de frutas vermelhas e revela uma interessante nota vegetal. Na boca é macio, frutado, com boa acidez.
Produtor: Masi.
O Amarone como conhecemos atualmente – um tinto denso, quase mastigável, com camadas de aromas e sabores, extremamente sedutor –, além de outros vinhos desejados da região do Vêneto, como o Ripasso, só existem assim, do jeito que tanto gostamos, graças à Masi Agricola. Essa vinícola, com raízes no final do século XVIII, é uma das grandes referências do vinho vêneto, não apenas pela altíssima qualidade de seus exemplares, mas também por liderar a inovação na região, sem descuidar do legado de seus ancestrais. O Gambero Rosso, provavelmente a mais respeitada publicação de vinhos italianos, chama Masi de “grife”. É, de fato, um clássico que não sai de moda.
A Masi Agricola surgiu em 1772, quando a família Boscaini – que até hoje comanda os destinos da empresa – adquiriu um pequeno vale em Verona, na zona de Valpolicella Classico, chamado “Vaio dei Masi”, a inspiração para o nome da vinícola. Ao longo dos séculos, outros vinhedos selecionados aos pés das montanhas e em encostas até 400 metros de altitude, em diferentes áreas do Vêneto – ao redor de Verona e em Valpolicella Classico, Bardolino Classico e Soave Classico –, e também além fronteiras, em Friuli e Trentino, juntaram-se ao patrimônio da empresa. Uma condição sine qua non que norteou as escolhas da Masi foi a preservação de variedades de uvas nativas: Corvina, Rondinella, Molinara, Garganega, Trebbiano di Soave e Oseleta são algumas delas.
Masi possui ainda seis “crus”, que são vinhedos com características únicas: Campolongo di Torbe, um lugar histórico, célebre desde o século XII, que origina um refinado Amarone de mesmo nome; Mazzano, que produz um Amarone mais austero; e Vaio Mezzanella, berço de um complexo e raro Recioto, elaborado em quantidade muito limitada. Dois outros “crus” – o Vaio Armaron, que origina um Amarone famoso pela potência e complexidade; e o Casal dei Rochi, que resulta num perfumado Recioto – são geridos desde 1973 pela Masi em parceria com os originais proprietários, ninguém menos que os descendentes do poeta Dante Alighieri. Um último “cru”, Fojaneghe, localizado na região de Trentino, também é fruto de uma parceria que se iniciou em 2007, desta vez com os Condes Bossi Fedrigotti.
Expressão do Triveneto
Em sua expansão pelos arredores, com o objetivo de se tornar a autêntica expressão dos territórios vitivinícolas do Triveneto (Três Venezas, que engloba o Vêneto, Trentino-Alto Adige e Friuli-Venezia Giulia), a Masi chegou também à região vizinha de Friuli, no extremo nordeste da Itália. Ali, sua propriedade Stra’ del Milione faz referência a uma das principais rotas históricas entre Veneza e o Oriente e nela elaboram-se três vinhos considerados “Supervenetian”: Grandarella, um tinto encorpado produzido com uvas semi-desidratadas; Rosa dei Masi, um rosé frutado e cheio de vida, resultado da típica cepa Refosco; e o branco Masianco, um interessante corte de Pinot Grigio e Verduzzo.
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Detalhes do Produto
Maturação | 4 meses em carvalho francês |
Uvas | Corvina, Rondinella e Molinara |
Vinho | Vegano |
Região | Vêneto |
Produtor | Masi |
Ano | 2018 |
Tamanho | 750 |
Teor Alcoólico | 13% |
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